“Nem Todos Nascem com Fé”

Nem todos recebem a fé da mesma forma, e isso não diminui o valor de ninguém.
Há pessoas que parecem nascer com uma confiança natural no divino, como se dentro delas existisse uma chama sempre acesa. Para outras, essa chama não vem pronta. Em vez disso, existe silêncio, perguntas, dúvidas. Mas isso também é uma forma profunda de viver.

Admirar a fé já diz muito. Quem é totalmente indiferente não admira. A admiração mostra que, em algum lugar dentro de você, existe uma sensibilidade para aquilo que a fé representa: esperança, sentido, algo maior que nós.

Talvez algumas pessoas recebam a fé como um presente. Outras recebem a busca. E a busca, muitas vezes, é ainda mais sincera, porque ela nasce da honestidade de quem olha para o mundo e diz: “Eu ainda não tenho essa certeza.”

E há algo curioso nisso: muitos pensadores dizem que a fé que nunca enfrentou dúvidas é frágil. Já a fé que nasce da pergunta, da inquietação e da reflexão, quando surge, costuma ser muito mais sólida.
Então talvez você não tenha vindo com a fé pronta.

Talvez você tenha vindo com algo igualmente valioso: a capacidade de questionar, refletir e procurar sentido com sinceridade.
E às vezes a fé não nasce como certeza.
Às vezes ela começa exatamente assim:
como admiração.

Cleiton dos Santos 

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